Entrevistas

Como é o trabalho de um expatriado da T-Systems?

Bernd MuellerAlgo bastante comum na T-Systems do Brasil é a presença de colaboradores expatriados na nossa força de trabalho: dadas as nossas origens alemãs junto ao Grupo Deutsche Telekom, aliado ao escopo global de nosso trabalho, é seguro dizer que há, em todos os nossos escritórios, pelo menos um profissional “importado”. Em nossa matriz na zona sul de São Paulo, por exemplo, temos três. Assim sendo, tiramos alguns minutos do dia a dia para conversar com um deles.

Bernd Dieter Muller é o Gerente de Finanças, Risco e Controle da T-Systems do Brasil. Nascido em 1971, na pequena cidade de Rinteln (Baixa Saxônia), ele trabalhou no Grupo Deutsche Telekom e, por meio dele, mudou-se para o Brasil a fim de estabelecer os padrões da notória qualidade alemã em nossa área financeira local. “Logo que cheguei, em março de 2013, tive um choque e enfrentei um pouco de dificuldade em me adaptar a uma cidade com 20 milhões de habitantes – especialmente porque, lá, eu vivia em uma cidade de 20 mil pessoas – as coisas são bem diferentes em comparação, sobretudo o trânsito. Nossa, nunca pensei que o trânsito daqui seria tão ruim”.

Vivendo em terras tupiniquins há três anos, o nosso “importado” diz estar mais habituado ao modo de vida brasileiro, mas ressalta as dificuldades que teve de início. “Aprender a Língua Portuguesa foi o primeiro – e talvez o maior – desafio, pois, além da questão do idioma, eu deveria usá-lo para me aproximar de minha equipe local”, ressalta. Hoje fluente, ainda que com um sotaque carregado, Bernd destaca que a parte do relacionamento foi mais simples, devido à característica mais aberta do brasileiro.

Recentemente, aliás, você teve a chance de conferir a fluência – e o sotaque – de Bernd em um comercial que a T-Systems veiculou na Rádio CBN:

Bernd ainda conta que seu trabalho é mais simplificado aqui do que na Alemanha, ainda que a posição ocupada seja, essencialmente, igual. Lá, segundo o executivo, o time é bastante fragmentado: “A minha equipe era dividida em nove cidades. O meu chefe hoje é o mesmo da época (Peter Jung – CFO, também no Brasil), mas aqui, a minha equipe está sob o mesmo teto. Isso facilita a fluidez de processos do dia a dia”. O gestor ainda destaca que, de uma forma geral, o trabalho é quase o mesmo. “Quando você lidera uma equipe, quase tudo é igual. Claro, é preciso saber dosar as diferenças de temperamento, mas você só precisa se alinhar com as diferentes personalidades. Entretanto, a Alemanha tem um apreço maior pelo esforço individual, enquanto o Brasil tem senso maior de trabalho em equipe e colaboração”. Na vida pessoal, ainda há um elogio do alemão em relação aos brasileiros: “as opções de lazer são relativamente iguais, mas vocês sabem como aproveitar melhor a vida e também se aprimoram no improviso. O potencial do Brasil é enorme – só precisam saber como usá-lo”.

Na eventualidade de ser chamado de volta à Alemanha, Bernd explica: “Por eu trabalhar aqui como um expatriado, nossas regras internas ditam um máximo de cinco anos para um executivo nesta situação”, ele conta. “Como disse, estou aqui há três e meu contrato teve uma extensão de mais dois anos. A decisão de retorno ou não vem após isso mas, caso eu escolha ficar, um novo contrato será formulado para que eu passe a ser apresentado como colaborador local. Se fosse para decidir hoje, eu certamente ficaria aqui. Mas, no caso de eu retornar, eu definitivamente, levaria muitos amigos comigo, além das emoções vividas e a certeza de que morar no Brasil foi uma das melhores fases da minha vida”.

Fã de futebol, é evidente que Bernd não perderia a oportunidade de dar uma certa “alfinetada” ao falar com o blog: “Uma grande lembrança minha é a Alemanha sendo campeã mundial”. Sim, até aqui na T-Systems do Brasil temos o nosso 7×1.

Sobre o autor

Rafael Arbulu

Rafael Arbulu

Jornalista com 10 anos de carreira, integra o time da T-Systems do Brasil desde novembro de 2015. Atua especificamente na área de Marketing e Comunicação, coordenando a comunicação externa da empresa e o relacionamento dela com a imprensa.