AAEAAQAAAAAAAANJAAAAJDE1YTQyMTQyLTA0ODMtNDkzZC1hZmYyLTNlNTY0NzIzZTM1OAPara quem está bastante atento, o mercado mudou de forma sistêmica e elástica nos últimos anos. E não estou falando sobre e somente da entrada das novas gerações para a força de trabalho, mas de tudo o que significa ter que enfrentar o mundo digital, que está contaminado (para o bem) de diversos fatores que transformam a dinâmica dos negócios. E muito disso devido às redes sociais.

A forma de interação entre pessoas com o advento e crescimento das redes sociais mudou drasticamente, pois o digital está se materializando, se tornando em algo tão real quanto o físico. O seu poder de influência, como dono da própria mensagem, é tão importante quando sua capacidade de vender algo. Aliás, hoje você não vende nada: primeiro você tem que ser comprado, seja pela postura, pelo comportamento em uma reunião e, também, por como é visto e se posiciona no mundo digital. O LinkedIn é o novo cartão de visitas, sendo que nele é possível ter mais que os seus contatos: é a apresentação da sua forma de pensar e lidar com pessoas.

O seu conteúdo é tão importante quanto a sua posição. Sua postura não é somente a do terno e de gravata, mas também a de camisa polo e bermuda. As redes sociais permitem ver o executivo além das relações de negócios, além do transacional, observar as empresas além dos números. As redes sociais cobram, de maneira ferrenha, transparência, velocidade e uma experiência, seja com a marca ou pessoa. O quanto nós, que não somos nativos digitais, estamos prontos para lidar com isto?

As redes sociais são tão ou mais complexas quanto os processos corporativos, pois do outro lado temos a complexidade de um ser humano, que sente, interage e dissemina mensagens de maneira acelerada. Falhar nas redes sociais é mais que uma parada sistêmica: é sentimental. A internet não perdoa, mas se for usada corretamente, não condena. E o mercado corporativo tem que entender isto. Não olhe as redes sociais como uma transição das relações, mas como um marco na transformação de fazer negócios, primeiro com a pessoa e depois com a marca.

Lição de casa

Na T-Systems do Brasil nós temos olhado com carinho para as redes sociais. Estamos em um processo de transição, engatinhando. Temos uma equipe de comunicação e marketing, liderada pela Claudia Forgas, muito focada em dar uma nova dinâmica na forma como lidamos com este ambiente, principalmente na integração On e Offline. Estamos, hoje, num processo de criar a identidade da marca no LinkedIn (chamado internamente de Branding ID Recognition), que consiste em ter nosso logo de forma livre em fotos dos funcionários (não é uma imposição a eles, mas felizmente eles estão gostando muito) e também padronizar mensagens-chave nos topos de página.

Esta campanha, inclusive, acaba de ser expandida para todos os escritórios da empresa, 13 em todo o País. Todos nossos eles receberam o T-Cubo para que os colaboradores façam fotos para os perfis do LinkedIn, mas também para o Instagram, Facebook, Twitter, Google+ etc. No Instagram, inclusive, estamos estimulando uma campanha por meio da #eusouT, para dar as boas vindas ao mais novo perfil da empresa.

O mundo corporativo, com as redes sociais, se transformou em um lugar mais leve e atento ao que diz os funcionários. As empresas precisam se adaptar sem prejudicar o business, buscando engajamento e integração, sem invadir a privacidade escolhas dos profissionais. É uma troca, os dois lados têm esta responsabilidade.

O futuro das empresas dependerá da imagem que ela deixará neste momento de transição, que para muitos mercados já é uma realidade, como é o caso do varejo, que cada dia mais analisa mais e mais dados para entregar uma experiência única para os clientes.