Artigos Ideval Munhoz

O meu 2015 é positivo. E o seu?

1fbed6fO ano de 2014 foi um ponto fora da curva. Carnaval nunca foi, necessariamente, um problema para os negócios, e de dois em dois anos vivemos as eleições, sejam elas em âmbito municipal, estadual ou federal. A Copa do Mundo trouxe oportunidades, mas também muita instabilidade (ainda mais depois dos sete gols da Alemanha).

As incertezas de 2014 serão levadas para 2015, e a nova equipe econômica da federação terá um trabalho hercúleo de colocar nos trilhos o tão pujante Brasil. Assim como sempre foi, teremos que conviver com aquela velha expectativa de acompanhar o pipeline e moldar a abordagem conforme a banda do mercado toca – e encontrar o momento para inovar e buscar diferenciação.

Porém, o meu próximo ano será positivo. Assim como 2014 foi, assim como todos os anos que passaram ou estão para chegar serão positivos. O ano de 2015 será difícil, mas não impossível para quem tiver leveza para lidar com as adversidades. Na verdade, sempre foi assim.

Se colocarmos em uma lista os problemas esperados para 2015, veremos que os obstáculos enfrentados no início da década de 90 eram muito piores. Para quem passou pela reserva de mercado e pela flutuação gigantesca dos preços, o próximo ano ainda é positivo. Obviamente, são momentos distintos social e economicamente. Mas insisto que uma postura positiva é chave para fazer do seu 2015 um ano realmente bom.

O próximo ano será o de arrumar a casa e preparar para o potencial crescimento em 2016, onde voltaremos a ser uma vitrine global para o mundo com os jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro.

Existem alguns pontos importantes que todos executivos de negócios devem pensar. Por exemplo, em um momento de “crise” você também consegue expandir. Talvez não com os antigos clientes, mas com novos, em diferentes frentes de negócios, em tamanhos diversos.

Outro ponto, é que as pessoas são mais inovadoras em momentos de “crise”. Quando você tem recursos, você simplesmente compra, tem uma borda para gastar. Mas os momentos difíceis fazem com que as pessoas procurem trabalhar melhor com seus pares. Otimizar é necessário, e usar recursos de forma mais inteligente é chave.

A verdade é que todos nós temos metas. Todos. O prestador de serviços tem que ser um parceiro ainda mais próximo do cliente em uma época de vacas magras. Essa, pelo menos, é a postura da T-Systems. Embora saibamos que parceria é algo perene, entendemos que o cinto tem que ajustar dos dois lados e as expectativas devem ser trabalhadas de maneira mais inteligente.

Novamente, temos que ser positivos. Afinal, o Brasil é aquilo que estamos fazendo hoje, não temos que esperar que o governo faça algo por nós. A força de um País é, acima de tudo, a força do seu povo. E assim é com nosso mercado: ele pode estar fragilizado, mas jamais será pequeno. Somos grandes.

Em Tecnologia da Informação e Comunicação, somos o quinto maior mercado do mundo, segundo a IDC, com movimentações de negócios que alcançam os 162 bilhões de dólares – ficamos atrás do Reino Unido, China, Japão e EUA. Somos, também, o quarto país no ranking de investimentos em tecnologia.

Tecnologia, aliás, é chave para os anos mais fragilizados. A computação em nuvem, por exemplo, consegue fazer com que sua empresa escale muito mais rapidamente. As soluções de análises de Big Data te possibilitam criar mensagens, produtos e abordagens menos generalistas e melhor trabalhadas, atingindo com mais precisão seu cliente.

Temos que adotar um tom positivo para os negócios. Não podemos, claro, fingir que o mercado está perfeito e pleno para negócios, mas temos que entender como ser melhor para nossos clientes, mais eficientes e competentes. E a tendência é que seja sempre assim, pois se não é o mercado fragilizado, pode ser uma concorrência crescente, por exemplo. O fato é que não dá para aceitarmos o negativismo e esperar que o mercado se molde para, quem sabe, darmos certo.

Por isso, volto a afirmar: o meu ano será positivo, pois eu acredito nas oportunidades. Vai ser apertado, mas tenho uma visão positiva, uma equipe preparada e, acima de tudo, como viabilizar soluções, mesmo em meio a adversidades – que na verdade, só nos ajuda a moldar o caráter e o tato para negócios. E para você, como será 2015?

Sobre o autor

Ideval Munhoz

Ideval Munhoz

Com mais de 27 anos no mercado, sou diretor executivo da T-Systems do Brasil, uma empresa do Grupo Deutsche Telekom e uma das maiores integradoras e provedoras de computação em nuvem do mundo. Sou também membro do Conselho de Administração da T-Systems, presidente da T-Systems Argentina e diretor da Câmara Brasil-Alemanha.