Artigos Ideval Munhoz

Em um mundo de nuvens, você vai precisar de um agenciador

ciomid_trends_2012_07Você e o seu negócio vão para a computação em nuvem. O modelo de computação do futuro é a nuvem, e esta não é uma viagem reversível. E pode acreditar em mim: tem alguém neste momento, dentro da sua empresa, que já está na nuvem, seja por meio de um software como serviço (SaaS), seja utilizando serviços como a Dropbox ou qualquer coisa do gênero. Basicamente, onde há conexão com a internet há um indício de nuvem.

Aliás, se dependermos das projeções das consultorias de TI, a nuvem está mais que nas nossas portas: o Gartner afirma que 50% das empresas estarão usando a nuvem híbrida até 2017. A IDC, junto ao seu discurso de terceira plataforma, posiciona a nuvem híbrida como o ambiente mais aderente aos negócios. Mas como você, profissional de TI, que é tão cobrado para se manter alinhado ao negócio, conseguirá gerenciar de forma eficaz sua nuvem pública, privada e a infraestrutura interna e, ao mesmo tempo, apresentar inovação para o CEO?

Nos Estados Unidos e Alemanha, já se ouve falar do cloud broker, ou o agenciador de nuvem. Basicamente, o cloud broker é a empresa que vai construir as pontes entre você, suas infraestruturas e as necessidades das outras áreas de negócios, como vendas, marketing e RH, ficando responsável por fazer a TI rodar de maneira eficiente, te colocando com mais tempo e recurso para lidar com o negócio.

O cloud broker não é somente o agenciador que entende quais os fluxos de dados que trafegam em sua rede, quando existe mais demanda por infraestrutura ou orquestra a transição de dados e te entrega em planilhas com dados que te ajudam na tomada de decisão. Este agente também vai te auxiliar a entender qual o melhor momento de ir para nuvem, quais soluções já estão preparadas e é, também, quem vai brigar por você para fazer com que todos os SLAs sejam cumpridos, seja o provedor a T-Systems, a AWS, o Google ou os três ao mesmo tmepo. É o verdadeiro Trusted Advisor, o conselheiro de confiança da TI e dos negócios.

Obviamente, é um conceito em evolução. No estágio inicial, o cloud broker auxilia o CIO a transacionar cargas de dados entre diferentes infraestruturas, para obter o melhor da computação e acesso a informações em tempo real. Aos poucos, se torna o responsável pela verdadeira orquestração da TI.

A empresa que agencia os diversos fornecedores de soluções e infraestruturas na nuvem tem que ter profundo conhecimento do negócio do cliente, pois somente dessa forma compreenderá como as demandas são organizadas e os momentos que deve entregar mais desempenho para os usuários. O cloud broker é o braço direito do CIO, que por sua vez se transforma no braço direito do negócio.

No final de agosto, recebi no Brasil Paul Warrenfelt, vice-presidente de vendas da T-Systems para região das Américas, e até conversamos com a jornalista Edileuza Soares, da ComputerWorld, sobre a transformação da T-Systems em um cloud broker. Obviamente, assim como percebemos essa nova necessidade no mercado, sabemos que os concorrentes também estão atentos, e Warrenfelt foi enfático em pontuar que estamos nos preparando para ser os melhores nesta nova linha de negócios, que será realidade já em 2015.

Como integradores de soluções tecnológicas e também provedores de computação em nuvem, temos que poder fazer essa virada de chave de forma ordenada, para que o cliente esteja 100% alicerçado.

O Cloud Broker é uma tendência que rapidamente se transformará em necessidade no mercado. Vale a pena investir um tempo para entender como esses provedores se comportarão frente a seus clientes.

 

Sobre o autor

Ideval Munhoz

Ideval Munhoz

Com mais de 27 anos no mercado, sou diretor executivo da T-Systems do Brasil, uma empresa do Grupo Deutsche Telekom e uma das maiores integradoras e provedoras de computação em nuvem do mundo. Sou também membro do Conselho de Administração da T-Systems, presidente da T-Systems Argentina e diretor da Câmara Brasil-Alemanha.